A ACUPUNTURA NA DOENÇA DE PARKINSON

A ACUPUNTURA NA DOENÇA DE PARKINSON
0 11/01/2016

 A ACUPUNTURA NA DOENÇA DE PARKINSON

Autora: Carla Martins Siciliano Sant´Anna

 

RESUMO

 A Doença de Parkinson é uma doença crônico-degenerativa do Sistema Nervoso Central (SNC), que consiste em uma perda progressiva das células da substância negra, resultando na diminuição do neurotransmissor dopamina, ocasionando alteração nos distúrbios de movimento. Seu primeiro sinal é o tremor, sendo caracterizada pela presença da rigidez, bradicinesia, alterações de postura e na marcha. Por ser uma doença ainda sem cura e pela necessidade de uma melhor assistência ao paciente, à procura por tratamento complementar cresceu nos últimos anos. A acupuntura tem se tornada benéfica no tratamento destes pacientes, visando uma melhora na motricidade, no sono e na qualidade de vida. Apesar da falta de dados conclusivos e por ser um tema inovador, não foram encontrados dados comprovando sua eficácia e seu mecanismo de ação, necessitando de novos estudos nesta área.

Palavras chave: Doença de Parkinson, Acupuntura, Fígado, Tremor

ABSTRACT

Parkinson’s disease is a chronic degenerative disease of the central nervous system, which consists in a progressive loss of cells from the substantia nigra resulting in decreased dopamine neurotransmitter, causing change in movement disorders. Its first sign is the tremor, being characterized by rigidity, bradykinesia, postural and gait changes. Because it is still a disease with no cure and the need for better patient care, the demand for complementary treatment has grown in recent years. Acupuncture has become beneficial in the treatment of these patients, aiming at an improvement in motor function, sleep and quality of life. Despite the lack of conclusive data and for being an innovative development, no data were found proving its effectiveness and its mechanism of action, requiring further studies in this area.

Keywords: Parkinson’s Disease, Acupuncture, Liver, Tremor

 INTRODUÇÃO

A disfunção dos núcleos da base, causada pela degeneração dos neurônios da via nigroestriatal é a principal causa da perda progressiva das capacidades motoras na doença de Parkinson (DP). Esta patologia foi descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817, como sendo “paralisia agitante”, sendo causada por perda progressiva de células da substância negra do sistema nervoso central (SNC), levando a redução de dopamina e disfunção da via nigroestriatal. A lesão em neurônios dopaminérgicos localizados na substância negra enviam projeções ao corpo estriado ocasionando uma redução da dopamina nesta estrutura, iniciando os distúrbios de movimento. (TEIVE, 2003)

Atualmente, a administração de levodopa (3,4-diidroxi-L-fenilalanina), precursor da dopamina, é a forma de tratamento mais empregada nesta patologia.  O uso crônico deste fármaco, porém, diminui a sua efetividade e implica em diversas complicações. Nas últimas décadas a acupuntura tem sido uma forma de medicina alternativa ou complementar e tem despertado interesse no meio científico. (FAHN, 2004)

A acupuntura é uma terapia que envolve a estimulação de locais anatômicos específicos por agulhas metálicas, manipuladas manualmente ou eletricamente, ou outros métodos de estimulação, que incluem moxabustão. Sua aplicação na DP indicam benefícios da acupuntura principalmente na motricidade, no sono, na qualidade de vida e nos efeitos colaterais dos medicamentos. (MARCUCCI, 2007)

O presente estudo foi realizado através de revisão bibliográfica, com objetivo de descrever os benefícios da acupuntura no paciente com Doença de Parkinson, além da necessidade de ampliar o conhecimento nesta área e incentivar novas pesquisas.

Apesar de faltar dados conclusivos sobre a efetividade da acupuntura na DP, e principalmente sobre os mecanismos fisiológicos subjacentes aos seus efeitos terapêuticos, sua utilização pode ser considerada na complementação do tratamento ocidental. (MARCUCCI, 2007)

DOENÇA DE PARKINSON

 A doença de Parkinson (DP) é uma doença crônico-degenerativa e progressiva do sistema nervoso central (SNC). Sua patologia consiste em perda progressiva das células da substância negra e como consequência despigmentação desta estrutura. (FUKUNAGA, 2014.)

A perda progressiva das células da substância negra resulta em uma diminuição da dopamina (neurotransmissor). A lesão em neurônios dopaminérgicos localizados na substância negra (SNC) enviam projeções para o corpo estriado, culminando em um déficit da dopamina nesta estrutura, influenciando nos distúrbios de movimento. (CARDOSO, 1999)

“A deficiência de dopamina produz um grave efeito no sistema extrapiramidal resultando em déficits na coordenação muscular e nas atividades musculares, com isso resultando em problemas na manutenção da postura, alterações na marcha, coordenação fina, enrijecimento muscular e outros.” (Lokk, 2000, p. 20)

É uma doença lentamente progressiva, sendo considerada a segunda doença neurodegenerativa senil mais comum, afetando cerca de 1 a 2% da população acima dos 65 anos de idade, sendo prevalente no sexo masculino. Segundo estimativas, afeta um em cada 1.000 pessoas acima dos 65 anos de idade e um a cada 100 acima dos 75 anos de idade.  (RUBERT, 2007; MORRIS, 2000)

A prevalência da doença aos 70 anos de idade é de aproximadamente 550 casos por 100.000 pessoas ao ano. A média etária de início dos sintomas é de 56 anos em ambos os sexos. Entretanto, a variação etária é ampla, e o início precoce da DP (pacientes com menos de 40 anos) não é raro. A história familiar parece estar associada ao amento do risco de desenvolvimento da DP. (BRUST, 2011)

O diagnóstico é baseado na história, no exame clínico e na ausência de anormalidades clínicas, laboratoriais ou radiológicas laboratoriais. Nenhuma característica, isoladamente considerada, é capaz de confirmar ou excluir o diagnostico da Doença de Parkinson. A melhora sintomática decorrente do uso da levodopa ajuda a confirmar o seu diagnóstico. (MORRIS, 2000)

A DP foi descrita pela primeira vez em 1817, por James Parkinson, sendo classificada como paralisia agitante, que consistia nos seguintes sintomas: tremor, rigidez, bradicinesia, face em máscara e alterações posturais e da marcha. Dentre as alterações posturais, incluem a falta de equilíbrio, adotando a postura de flexão do tronco. (CARDOSO, 1999)

Normalmente o primeiro sinal é o tremor na mão, inicial em 70% dos pacientes. Este tremor acontece de 4 a 8 vezes por segundo. A dificuldade do movimento e a rigidez surgem após o início do tremor.  O balanço automático dos braços ao caminhar com passos curtos e arrastados aparecem com a evolução da doença. (RUBERT, 2007)

Classicamente, o tremor de repouso envolve um único membro durante meses ou anos e pode com o tempo, generalizar-se para todos os membros. Observa-se que além dos tremores, ocorre aumento da resistência à extensão, flexão, supinação ou pronação passiva de m membro. Muitas das vezes, a presença de rigidez com padrão roda dentada. A rigidez no ombro, que se torna doloroso, é uma manifestação inicial da DP, muitas das vezes é confundida como manifestação de lesão do manguito rotador, artrite ou bursite. (BRUST,2011)

Além disso, podem ser encontrados também sinais e sintomas que afetam os sistemas autonômico, cognitivo, psiquiátrico, musculoesquelético, entre outros. (YAEDU, 2011)

Devido à progressão da DP, em 1967, Hoehn e Yahr classificaram-na em estágios, que representam o grau de dificuldade do paciente, variando de I a V. Estágio I: sinais e sintomas em um lado do corpo, leves e inconvenientes, porém não incapacitantes, usualmente presença de tremor em um membro; estágio II: sintomas bilaterais, disfunção mínima, comprometimento da postura e marcha; estágio III: lentidão significativa dos movimentos corporais, disfunção do equilíbrio de marcha e ortostático, disfunção generalizada moderadamente grave, estágio IV e V: sintoma grave locomove-se por uma distância limitada, rigidez e bradicinesia, perda total da independência, respostas imprecisas a levodopa e doenças neuropsiquiátricas. (LOKK, 2000)

A Levodopa é a principal droga utilizada para a DP, entretanto esse tratamento tem inúmeras desvantagens, pois ela não contém a progressão da doença, apenas ameniza os sintomas. No decorrer do tratamento a droga perde sua eficácia e muitos efeitos colaterais sérios podem ocorrer tal como a acinesia, sintomas de psicoses, aumento do tempo na fase sem medicamento, hipocinesia e outros sintomas. (RUBERT, 2007)

  

ACUPUNTURA

  A acupuntura é uma terapêutica milenar que utiliza agulhas e outros instrumentos para liberar o fluxo de energia nos meridianos, restabelecer o equilíbrio físico, mental e emocional do paciente. Segundo a visão oriental, Qi é a base das funções fisiológicas e psicológicas do ser humano e quando seu fluxo é interrompido surgem os distúrbios físicos, mentais e emocionais, geradores de doença. (MACIOCIA, 2007)

A ciência oriental ajuda regular e normalizar as funções orgânicas, promove o metabolismo e estimula a função cerebral, aumentando a circulação sanguínea de áreas específicas ou através de neurotransmissores. Os pontos de acupuntura funcionam como meio de comunicação entre o exterior e interior do nosso corpo sujeitos a influências das energias, conduzindo aos Zang Fu e destes para o tecido. (AUTEROCHE, 1992)

Segundo Yamamura (2001) os pontos de acupuntura funcionam como meio de comunicação entre o exterior e o interior do nosso corpo, com isso esses pontos estão sujeitos diretamente a influências das energias transmitindo-as para os canais de energia principais conduzindo aos Zang Fu (órgãos e vísceras) e destes para os tecidos.

Nas últimas décadas houve um aumento no interesse pela Medicina Tradicional Chinesa (MTC), tanto nos meios científicos quanto na população em geral. Isto se deve, em parte, aos resultados de estudos sobre resultados clínicos dessa abordagem para diversas doenças, mas também devido às impossibilidades, e mesmo descontentamentos para com a medicina ocidental. (MARCUCCI, 2007)

Nos Estados Unidos, cerca de 40% (n=201) dos pacientes com DP utilizam algum tipo de te­rapia alternativa, e 10% destes utilizaram a acu­puntura e 58% não consultaram o médico res­ponsável para iniciar o uso destas terapias. Em Singapura, 61% de pacientes com DP (n=159) utilizavam algum tipo de terapia complementar, sendo que 49% destes utilizavam acupuntura e somente 16% informaram ao médico responsável o uso de outra terapia. (MARCUCCI, 2007)

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a doença de Parkinson aparece sob o sintoma de “tremores” (Chan Zheng), sendo relacionado por desarmonia do fígado.  (MACIOCIA, 2009)

Estes tremores podem ser causados por Qi deficiente incapaz de atrair fluidos e sangue, a fim de nutrir tendões e canais, fleuma-fogo obstruindo canais e Qi original deficiente, facilitando a invasão de fatores patogênicos nos canais. (ZHU, 1979)

MECANISMO DE AÇÃO NA ACUPUNTURA

 A sensação aguda imediata após a inserção de uma agulha é captada por nociceptores e conduzida ao córtex somatosensorial por fibras do tipo A-delta, alertando o organismo da existência de uma lesão iminente. A acupuntura também aciona nociceptores polimodais que conduzem o estímulo por fibras do tipo C e nociceptores do grupo IV no músculo. Os mecanismos responsáveis pela ativação dos nociceptores são elétricos (geração de um potencial de ação e despolarização da membrana) e químicos (ativados em resposta às substâncias químicas liberadas pela lesão tecidual). (BALDRY, 2007)

O estímulo nocivo produz a liberação dos neuropeptídeos substância P e CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina) armazenados em vesículas das terminações nervosas dos aferentes sensoriais nociceptivos, causando vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular com consequente edema e liberação de bradicinina, serotonina (5-HT) plaquetária, interleucinas, íons hidrogênio e potássio (do plasma e de outros tecidos) e histamina dos mastócitos. Prostaglandinas e os leucotrienos são produzidos pela clivagem enzimática dos lipídios da membrana celular. Apesar de não produzir diretamente o efeito doloroso, elas aumentam muito a sensibilidade dos nociceptores a outros estímulos (BEAR et al, 2008; DAVIES, 2002).

Devemos considerara localização do acuponto e a profundidade de inserção da agulha, correlacionando-os com as estruturas anatômicas passíveis de serem estimuladas na região. Do ponto de vista histológico, VOGRALI E PODSIBIAKIN (1953) classificaram em três categorias as possíveis ligações anatômicas que os pontos de acupuntura podem formar: (a) relação dos acupontos associados aos receptores da pele e nervos; (b) relação dos acupontos associados aos pontos motores e estruturas musculotendinosas; e (c) relação dos acupontos associados aos vasos e nervos. (DAVIES, 2002)

Além disso, a importância da profundidade de inserção da agulha se justifica, pois a inervação da pele, músculos, vísceras e ossos são segmentados de acordo com o suprimento dos nervos espinhais, e são denominados respectivamente de dermátomos, miótomos, viscerótomos e esclerótomos (MA e cols, 2006; MAYOR, 2008). Esta segmentação se dá a partir da quinta até a oitava semana do desenvolvimento embrionário humano, onde os somitos pareados em cada lado do tubo neural formam camadas distintas, originando partes muito diferentes do embrião (DUMITRESCU, 1996).

Assim, dependendo do local do acuponto e da profundidade de inserção da agulha, outros tipos diferentes de receptores sensoriais podem ser acionados mediante o estímulo da acupuntura além das fibras A-delta e C.

Segundo CARNEIRO (2001) quando relata que os diversos alvos da estimulação periférica neuromoduladora incluem: (a)nervos; (b) receptores e vias de diferentes modalidades sensoriais (propriocepção, os sentidos do tato e da temperatura, dor); (c) inervação motora dos músculos; (d) fibras autonômicas aferentes e eferentes.

Os efeitos da acupuntura podem ser vistos a nível local, segmentar e supraespinhal. A estimulação em sítios anatômicos que se ligam a estruturas neurais periféricas, relacionada ao ponto tratado, promove a neuromodulação sobre o portão de controle dos aferentes sensoriais (portão da dor), portão de controle do sistema locomotor (normalização do tônus e função muscular) e portão de controle autonômico (normalização das atividades simpáticas e parassimpáticas). (CARNEIRO, 2001)

A acupuntura é um método terapêutico, que se fundamenta não somente introdução de agulhas na pele ou pelo seu mecanismo de ação, porém funciona como diagnóstico e tratamento de determinadas doenças, através da teoria de yin e yang e a teoria dos cinco elementos. (DUMITRESCU, 1996)

FÍGADO

 O fígado tem muitas funções importantes segundo a medicina tradicional chinesa, entre as quais estão: armazenar o sangue, assegurar o movimento homogêneo do Qi ao longo do corpo, umedecer e nutrir olhos e tendões e abrigar a alma etérea. (MACIOCIA. 2007)

O fluxo homogêneo do Que do Fígado é essencial a todos os processos fisiológicos em cada órgão e em cada parte do corpo. Em âmbito psíquico, a alma etérea (Hun) executa um papel importante em nossa vida mental e espiritual ao prover a mente (Shem) com inspiração, criatividade, sonhos de vida e um sentido de direção na vida. (YAMAMUDA, 2001)

O fígado é a mãe do coração, ele estoca o sangue e o sangue abriga a mente. Se o sangue do fígado estiver debilitado, o coração sofrerá o que muitas das vezes provoca alterações no sono e nos sonhos. O fígado é comparado a um exército geral porque é responsável pelo planejamento global das funções do corpo, assegurando um fluxo homogêneo e a própria direção do Qi. (MACIOCIA, 2009)

Além de manter um fluxo homogêneo do Qi, o fígado tem a função de armazenar e regular o volume do sangue. O volume de sangue influencia indiretamente nossa resistência aos fatores patogênicos externos. Se essa função estiver normal, a pele e os músculos estarão bem nutridos pelo sangue e capazes de resistir a fatores patogênicos externos. Caso contrário, o organismo ficará mais vulnerável aos ataques de fatores patogênicos externos. (YAMAMUDA, 2001)

O fígado regula o volume de sangue conforme a atividade física. Quando o organismo está ativo, o sangue flui para os músculos e para os tendões e quando o organismo descansa, o sangue flui de volta para o fígado. O sangue do fígado também é responsável por umedecer olhos e tendões, essencial para o funcionamento adequado de todas as articulações. Se o sangue do fígado falhar em umedecer e nutrir tendões, haverá câimbras musculares e contração dos tendões. (AUTEROCHE, 1992)

Os estados dos tendões afetam nossa capacidade para o movimento e a atividade física. Se o sangue do fígado estiver abundante, com tendões umedecidos e nutridos, asseguram um movimento uniforme das articulações e uma ação correta dos músculos. Caso estiver deficiente, poderá causar contrações e espasmos e se o vento do fígado desenvolver causa tremores ou convulsões. (AUTEROCHE, 1992.)

“Os tremores podem ser causados por mau funcionamento Qi deficiente que não pode atrair fluidos e sangue aos tendões e pelos canais de nutrição. Quando fluidos e sangue não nutrem tendões, assim como o fogo obstruindo os canis e tendões, impedindo mais ainda que fluidos e sangue os nutram.” (Rodríguez, 2002, p.286)

O vento é de natureza yang e tende a danificar sangue e o yin. Diferentemente do vento exterior, o vento interior está relacionado com desarmonia de fígado.  A produção de vento interno é essencialmente patologia de fígado, por isso é chamada “agitação interna do vento do fígado.” (MACIOCIA, 2009)

O vento interno pode também ser causado pelo vazio de yin e falta de sangue. A deficiência de sangue do fígado provoca um espaço vazio dentro dos vasos sanguíneos que são ocupados pelo vento interior. Tendões e vasos não são mais alimentados, sendo comparado às “correntes de ar geradas em determinadas estações subterrâneas” (metrô). (RODRÍGUEZ, 2002)

FORMAÇÃO DE SANGUE PELA MTC

 O significado sangue na medicina chinesa é diferente da medicina ocidental. O Sangue é por si só uma forma de Qi, muito denso e material. Além disso, o sangue é inseparável do Qi.  Sua função é nutrir e umedecer o organismo. (HUANGDI, 1979)

O conceito de Qi pela MTC indica alguma coisa que possa ser material e imaterial ao mesmo tempo. Desta maneira muitas traduções foram propostas, como conceito de Qi, como sendo “energia”, “força material”, “matéria”, força vital”, entre outras. (RODRIGUEZ, 2002)

O Sangue deriva em sua maioria do Qi dos alimentos produzidos pelo Baço. O baço envia o Qi dos alimentos para o pulmão e por meio da ação impulsora do Qi do pulmão ele é enviado ao coração, onde é transformado em sangue. Há duas características importantes na fabricação do sangue, uma delas Qi do alimento é auxiliada pelo Qi original e a outra é que o Rim armazena a essência que produz a medula, a essência por sua vez gera a medula óssea o qual contribui para a formação de sangue. (AUTEROCHE, 1992.)

O sangue tem a função umedecedora, assegurando que os tecidos corpóreos não sequem, garantindo melhor lubrificação para os olhos e tornando tendões mais flexíveis. O mesmo umedece a pele e cabelos, além de proporcionar a fundação material para a mente. Ele envolve a mente permitindo que ela floresça. (HUANGDI, 1979)

O fígado armazena o sangue, que sob o aspecto fisiológico faz com que o mesmo seja distribuído para músculos e tendões, promovendo uma maior flexibilidade as articulações. Em relação à DP, é caraterizada por uma desarmonia de Fígado, por presença de vento interior. (CARNEY, 2006)

O vento interior também pode ser causado pelo vazio de yin e a falta de sangue. A deficiência de sangue provoca espaço vazio dentro dos vasos sanguíneos que são ocupados por vento interior, gerando os distúrbios de movimento. (AUTERCOHE, 1992)

ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA DA DP PELA MTC

 Em relação a sua etiologia podemos citar a sobrecarga de trabalho, atividade sexual excessiva, dieta e tensão emocional. (MARCUCCI, 2007)

Sobrecarga de trabalho no sentido de muitas horas de trabalho sem o adequado repouso durante vários anos enfraquece a energia do Rim e especialmente o Yin do Rim. O excesso de trabalho associado ao excesso de atividade sexual enfraquece o rim. (MACIOCIA, 2009)

O consumo de alimentos gordurosos ou doces gera formação de fleuma. Com o passar do tempo, a fleuma facilmente combina com o fogo, levando possivelmente a formação de vento interno e tremores. Uma dieta pobre em nutrientes ou com falta de alimentos para formação de sangue pode debilitar o baço, que por sua vez não poderá produzir sangue suficiente. Quando o sangue insuficiente é produzido pelo baço, o sangue insuficiente é armazenado pelo fígado. (MACIOCIA, 2007)

A tensão emocional também pode conduzir a uma deficiência de sangue. Sentimentos como raiva, ressentimento podem causar a subida do yang do Fígado, que com o tempo pode gerar vento. A presença de mucosidades obstruem os meridianos e impedem fluidos e sangue de nutrir os meridianos gerando tremor. (RODRÍGUEZ, 2002)

Sua fisiopatologia é sempre caracterizada por vento interno, já que os tremores são sempre sinal de vento. O vento interior é sempre relacionado a uma desarmonia de Fígado, já que convulsões e os tremores são explicados na medicina chinesa como “tremores” dos tendões controlados pelo Fígado. (HUANGDI, 1979)

O vento do Fígado pode surgir de condições diferentes, seja por excesso ou deficiência: calor, subida do yang do fígado, fogo do fígado, Qi e estagnação de sangue deficiência do sangue do fígado, deficiência do yin do fígado ou do Rim. O calor extremo pode dar origem a vento do fígado. Isto ocorre em estágios tardios das doenças febris, quando o calor penetrar na porção do sangue e gerar vento. Neste caso, manifestações clínicas são febre alta, delírio, convulsão, coma e opistótonos. (MACIOCIA, 2009)

Nos casos prolongados, a subida do yang do fígado pode dar origem ao vento do fígado, tendo como manifestações clínicas: tontura grave, vertigem, dor de cabeça, tremores, tiques e irritabilidade. No caso do fogo do fígado têm-se como manifestação: tremor, irritabilidade, propensão a explosões de raiva, surdez e ou tinido (com início súbito), cefaleia temporal, face e olhos vermelhos e etc. (MACIOCIA, 2007)

A fleuma combina-se facilmente com o fogo, especialmente quando o indivíduo ingerem bebidas alcoólicas. A fleuma-fogo obstrui os canais e impede que fluidos e sangue nutram, daí o surgimento do tremor. A deficiência de sangue do fígado e ou yin do fígado pode ocasionar vento. A deficiência de sangue cria um espaço vazio dentro dos vasos sanguíneos, carregados pelo vento interior. As manifestações clínicas são entorpecimento, tontura, visão turva, tiques e tremores leves. (AUTEROCHE, 1992)

O sangue do fígado deficiente falha em nutrir e umedecer os tendões; o espaço vazio nos vasos é carreado pelo vento, causando “tremores dos tendões”. O yin do Rim deficiente falha em nutrir o yin do fígado e com o passar do tempo provoca o desenvolvimento de vento do fígado, gerando tremores. O yin do fígado (e implicitamente o sangue do fígado) falha em nutrir e umedecer os tendões, combinada com vento do fígado, gera tremores. (CARNEY, 2006)

Segundo Maciocia (2009), quando há deficiência de sangue do fígado ou yin do fígado, frequentemente há deficiência do sangue do coração e do yin do coração. O ponto extra para tratar tremores, chamado Xiaochanxue (ponto para interromper tremor) fica situado canal do coração (1,5 cun abaixo de C3).

 

 BENEFÍCIOS DA ACUPUNTURA NO PARKINSON

 Os acometimentos dos neurônios dopaminérgicos do SNC têm sido alvo de intensa investigação pela medicina ocidental, porém, ainda não é possível impedir a evolução da doença. A utilização de métodos complementares tem crescido e incorporados no tratamento destes pacientes, visando o controle dos sinais e sintomas. (MARCUCCI, 2007)

A acupuntura tem sido utilizada como tratamento complementar da Doença de Parkinson para o alívio dos sintomas. Estudos indicam potenciais benefícios da acupuntura principalmente na motricidade, no sono, na qualidade de vida e nos efeitos colaterais dos medicamentos. (LOKK, 2000)

Recentemente, tem sido demonstrado que a acupuntura possui efeitos neurotróficos e neuroprotetores sobre várias condições patológicas, principalmente na região do hipocampo de ratos após indução de stress por imobilização. (Yun et al, 2002)

Além dos efeitos neurotróficos e de neuroproteção, a acupuntura regula e normaliza as funções orgânicas. As diversas funções no homem são inter-relacionadas e se há algum distúrbio alterando, ocorre a manifestação dos sintomas e a doença se estabelece. O estímulo pela acupuntura pode dinamizar e restabelecer a função dos Zang Fu e aliviar e recuperar os sintomas. (KINDSON, 2006)

A utilização da acupuntura sistêmica, utilizando pontos de sedação para extinguir vento e pontos de tonificação de sangue, principalmente sangue do Fígado, deve ser empregada a fim de produzir uma estimulação moderada. Deve rotacionar as agulhas continuamente após a inserção até que o tremor seja aliviado e mantê-las por 20 a 30 min. (JUNYING, 1996)

O tratamento pela craniopuntura tem se tornado um tratamento eficaz para a redução do tremor destes pacientes. A inserção de agulhas no crânio mostra-se um mecanismo adicional, devido à ação em determinados pontos para retirar vento interno. (YAMAMUDA, 2001)

Apesar da falta de dados conclusivos sobre a efetividade dos benefícios da acupuntura na Doença de Parkinson, estudos indicam que a acupuntura é tratamento complementar, visando uma melhora dos sintomas e da qualidade de vida destes pacientes. No entanto, precisa-se de novos estudos para esclarecer os mecanismos fisiológicos e terapêuticos da acupuntura e como esta pode influenciar no tratamento e nos comportamentos neuronais em doenças neurodegenerativas. (MARCUCCI, 2007)

ACUPONTOS

 Alguns estudos vêm se intensificando para comprovar sobre a utilização de certos pontos para a melhora de sinais e sintomas da Doença de Parkinson. Para JUNYING (1996), devem utilizar como pontos principais o VG20(Baihui), VG14 (Dazhui), VB20 (Fengchi), IG4 (Hegu) e F3 (Taichong) e para pontos complementares: tremor de membros superiores IG11 (Quchi), TA5 (Waiguan), tremor de membros inferiores; VB34(Yanglingqan), VB9 (Xuanzhong).

Para Yeo (2014), a utilização do ponto VB34 é um ponto específico para a função motora. Segundo seu estudo, foram selecionados 12 pacientes com Doença de Parkinson, sendo estimulados neste ponto com utilização de agulhas e comprovados a ativação cerebral através de ressonância magnética. Comparando com 12 pacientes saudáveis, verificou que a acupuntura neste ponto ativa o córtex pré-frontal, giro pré-central e putâmen, áreas motoras prejudicadas pela doença.

Para Park (2011), a utilização do ponto VB 34 aumentou a liberação da dopamina, que por sua vez levou o seu amento na fenda sináptica, contribuindo para melhora do desempenho motor.

As possibilidades de êxito do tratamento se relacionam com o melhor prognóstico, o estado do paciente ao iniciar o tratamento, o estado atual da doença, a idade, o nível de dependência de medicamentos e o estilo de vida do paciente. (RODRIGUEZ, 2002)

Segundo Maciocia (2009), devem utilizar método de sedação nos pontos que extinguem vento e tonificação nos pontos que nutrem o sangue do Fígado. A moxa é aplicável em B17. Devem utilizar os seguintes pontos: F3 e VB20 para extinguir vento, IG4 ajuda a dominar Yang e assim extinguir vento. Os pontos BP6, E36, F8 e R3 nutrem o sangue do Fígado e REN4 e B17 nutrem o sangue.

Shulman et al (2002), realizaram um estudo não-controlado sobre os efeitos e tolerabilidade da acupuntura em 20 pacientes com DP. Os pacientes receberam entre 10 a 16 sessões durante 5 a 8 semanas. Os pontos utilizados foram: IG4, VB34, E36, R3, R7, BP6, ID3 e TA5. Neste período não foram observados melhora na deambulação ou no comportamento emocional, porém 85% relatarm melhora subjetiva no sono, descanso, tremor, escrita, depressão e bradicinesia.

De acordo com a síndrome principal podemos delimitar os pontos, se caso a doença for causa de insuficiência de Qi y Sangue, podemos usar o E36, B6, REN4, VB17, nos casos de insuficiência de yin do Fígado e ou Rim, utilizamos Ren4, R3, B6. (RODRIGUEZ, 2002)

Assim, podemos verificar que alguns pontos em comum são utilizados para a retirada de vento interior. Lian et al (2012) descreve o F3 e VB20, como ponto que dispersa o vento e acalma o fígado. O ponto VB34 como ponto descongestiona o fígado, estimula a vesícula biliar e torna os tendões mais flexíveis. O ponto E36 serve para fortalecer o corpo com efeitos profiláticos e imunológicos, o F8 para nutrir o sangue e regular o fígado, o ponto R3 para enriquecer o yin e acalmar o fígado. Já o BP6 tem como função fortalecer o baço, restaura o equilíbrio do Yin e do sangue, fígado e rim. O B17 serve para repor o sangue e alivia a dor, a moxa é utilizável neste caso para nutrir o sangue.

METODOLOGIA

 O presente artigo tem como base a revisão bibliográfica, foi realizado por meio de estudos de Artigos publicados e produção científica em bancos de dados oficiais, como Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), MEDLINE, SciELO, PUBMED, Arquivos de Neurologia, em revista científicas, livros relacionados ao tema da pesquisa. O objetivo foi descrever os benefícios da acupuntura na Doença de Parkinson, visando um melhor tratamento com acupuntura sistêmica baseado na ação energética dos pontos e buscando conhecer o grau de comprometimento motor causado pelos tremores nas atividades diárias e na qualidade de vida de paciente com DP. O protocolo de tratamento foi elaborado por indicação de tratamento nas bibliografias pesquisadas, onde cada ponto foi selecionado de acordo com sua ação energética e a correlação entre si da ação em conjunto no tratamento da manifestação, focando os sintomas e objetivando tratar e as manifestações.

Apesar das dificuldades de encontrar publicações e provar o seu valor terapêutico com o suficiente rigor científico, o crescimento pela procura de terapias alternativas para o tratamento da Doença de Parkinson tem despertado interesse mundial para novos estudos neste ramo.

CONCLUSÃO

 Como se observa, apesar da eficácia da acupuntura no tratamento complementar da Doença de Parkinson, a carência nas bases científicas e na sua comprovação tem sido alvo de várias investigações.

A doença de Parkinson é uma desordem neurodegenetariva, que tem elevado seus casos nos últimos anos, afetando cerca de 1 a 2% da população, sendo caracterizada pela presença de tremores, rigidez, bradicinesia, dentre outras manifestações.

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), esta patologia é vista sob a forma de tremores, sendo relacionada com a desarmonia de Fígado. Essa desarmonia pode ser causada por sobrecarga de trabalho, atividade sexual excessiva, alimentação inadequada e tensão emocional.

Além destes fatores o tremor pode ser causado por Qi deficiente incapaz de atrair fluidos e sangue, a fim de nutrir tendões e canais, fleuma-fogo obstruindo canais e Qi original deficiente, facilitando a invasão de fatores patogênicos nos canais.

A acupuntura é uma terapia que envolve a estimulação de locais anatômicos específicos por agulhas metálicas, manipuladas manualmente ou eletricamente, ou outros métodos de estimulação, que incluem moxabustão.

Os pontos de acupuntura funcionam como meio de comunicação entre o exterior e o interior do nosso corpo, sujeitos diretamente a influências das energias transmitindo-as para os canais de energia principais conduzindo aos Zang Fu (órgãos e vísceras) e destes para os tecidos.

Nos últimos anos houve um aumento no interesse pela Medicina Tradicional Chinesa (MTC), tanto nos meios científicos quanto na população em geral. Isto se deve aos resultados de estudos sobre resultados clínicos dessa abordagem para essa doença, mas também devido às impossibilidades, e mesmo descontentamentos para com a medicina ocidental.

Nos Estados Unidos, cerca de 40% dos pacientes com DP utilizam algum tipo de te­rapia alternativa, e 10% destes utilizaram a acu­puntura e 58% não consultaram o médico res­ponsável para iniciar o uso destas terapias.

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), a doença de Parkinson aparece sob o sintoma de “tremores” (Chan Zheng), sendo relacionado por desarmonia do fígado.  (MACIOCIA, 2009)

Os benefícios terapêuticos constatados em al­guns estudos indicam uma melhora dos sinais moto­res, a melhora do sono, a diminuição da dose medicamentosa e nos efeitos colaterais desta.

No entanto, ainda faltam dados conclusivos sobre a efetividade da acupuntura na DP, e principalmente sobre os mecanismos fisiológicos subjacentes aos seus efeitos terapêuticos.

O presente estudo foi realizado através de revisão bibliográfica, com objetivo de descrever os benefícios da acupuntura no paciente com Doença de Parkinson, além da necessidade de ampliar o conhecimento nesta área e incentivar novas pesquisas.

Muitos estudos utilizaram um número de amostras ou foram realizados de forma experimental, não sendo possível verificar se os resultados encontrados nos estudos experimentais em animais são reprodutíveis em humanos.

Por ser um tema inovador e recente não foram encontrados mais dados comprovando sua eficácia e ou seu mecanismo de ação, necessitando de novos estudos nesta área de como a utilização da acupuntura em determinados pontos podem influenciar no comportamento neural em doenças degenerativas.

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

  1. AUTEROCHE, B.; NOVAILH, P. O diagnóstico na medicina chinesa. Ed. Andrei, 1992.
  1. BALDRY, P. Acupuntura, Pontos-gatilho e Dor Musculoesquelética. 3ª ed. São Paulo: Roca, 2007.
  1. BEAR, M.; CONNORS, B.; PARADISO, M.. Neurociências desvendando o sistema nervoso. 3º ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
  1. BRUST, J. Current Diagnóstico e tratamento. Revinter, 2011, p.574.
  1. CARDOSO, F. Tratamento da Doença de Parkinson. Arquivos de Neuropsiquiatria, v. 53,1999, p. 1-10.
  1. CARNEIRO, N. Fundamentos da Acupuntura Médica. 1ªed. Curitiba: Sistema, 2001.
  1. CARNEY, P; PUNATI, A.; NEWMAN, M.. Progressive Dopamine Neuron Loss in Parkinson´s Disease: The Multiple hit hypothesis. V.15, n.3, 2006, p. 239-250.
  1. DAVIES, A.; KIDD, C.; BLAKELEY, ASA G.. Fisiologia Humana. 1ª. ed. Porto alegre. Artmed: 2002.
  1. DUMITRESCU, F. Acupuntura científica moderna. 1ª ed. São Paulo: Manole, 1996.
  1. FAHN, S.. Neurodegeneration and Neuroprotection in Parkinson Disease. Neuro Rx, 1(1), 2004, p. 139-154.
  1. FUKUNAGA, J.; QUISTSCHAL, R.; CAOVILHA, H. Postural Control in Parkinson´s Disease. Braz J. Otorhinolaryngol, v.80 (6), 2014, p. 508-514.
  1. HUANGDI, N. The yellow- Emperor´s Classic of Internal Medicine – simple Questions. Beijing, 1979.
  1. JUNYING, G..; WENQUAN, H.; YONGPING, S.. Selecionando os pontos Certos de Acupuntura . Um Manual de Acupuntura. Ed. Roca, 1996.
  1. KIDSON, R.. Acupuntura para todos: o que esperar dessa técnica milenar e como obter melhores resultados. Rio de Janeiro: Nova época, 2006.
  1. LIAN, Y.; CHEN. C.; HAMMES, M.; KOLSTER, B..Atlas gráfico de Acupuntura. Um manual ilustrado dos pontos de Acupuntura. H.F. Ullmann, 2012.
  1. LOKK, J.. The effects of mountain exercise in Parkinsonian persons: A preliminary study. Geriatrics and Gerontology. V. 31,2000, p. 19-25.
  1. MACIOCIA, G.. A prática da Medicina Chinesa. Tratamento das doenças com acupuntura e ervas chinesas. Ed. Roca, 2º ed., 2009.
  1. MACIOCIA, G.. Os Fundamentos da Medicina Chinesa. Um texto abrangente para Acupunturistas e Fitoterapia. Ed. Roca, 2007.
  1. MARCUCCI, F. Acupuntura na Doença de Parkinson: revisão de estudos experimentais e clínicos. Revista de Neurociência, V. 15(2), 2007; p.147-152.
  1. MAYOR, D.F.. The Chinese back shu and front mu points and their segmental innervations. German Journal of Acupuncture and Related Techniques, 2008.
  1. MORRIS, M.E. Movement Disorders in People With Parkinson Disease: A model for physical therapy. Physical Therapy, S. J. V. 80, n. 6, 2000, p. 578-597.
  1. PARK, J.; CHOI, H. et al. P53 signallig mediates acupuncture induced neuroprotection in Parkinson´s Disease. . Biochemical and Biophysical Communucations, V.1, 2015. p. 2-5.
  1. RODRÍGUEZ, M. Enfermedad de Parkinson y Medicina Tradicional China. Natura Medica Trix, V. 20(6), 2007, p. 286-290.
  1. RUBERT, V.; REIS, D.; ESTEVES, A.. Doença de Parkinson e exercício Físico. Revista de Neurociência, V. 15/2, 2007, p. 141-146.
  1. SHULMAN, L.; Weiner, W. et al. Acupuncture Therapy for The Symptons of Parkinson´s disease. V. 17 (4), 2002, p. 799-802.
  1. TEIVE, H. A. G.; MENESES, M. S.. Doença de Parkinson. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
  1. YAEDU, S.. O efeito da acupuntura, eletroacupuntura e estimulação nervosa elétrica transcutânea no tratamento dos sintomas de bradicinesia e hipocinesia na doença de Parkinson: Uma nova perspectiva. Dissertação final de mestrado em Biologia celular e molecular, da Universidade federal do Paraná, 2011.
  1. YEO, S. et al. Acupuncture on GB34 Activates The Paracentral Gyrus and Prefrontal Cortex in Parkinson ´s Disease. BMC Complementary and Alternative Medicine, 2014, V.14, p. 336.
  1. YAMAMUDA, Y. Acupuntura Tradicional: A arte de inserir. 2 ed. São Paulo: Roca,2001.
  1. ZHU J.. Observation on the treatment of 35 cases of Parkinson disease witch chinese medicine. Original Theory of Medicine, V. 27, n.8, 1979 p.24.