A EFICÁCIA DA ACUPUNTURA APLICADA EM SEQUELADOS DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

A EFICÁCIA DA ACUPUNTURA APLICADA EM SEQUELADOS DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
0 17/08/2017

A EFICÁCIA DA ACUPUNTURA APLICADA EM SEQUELADOS DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Autor: Cleide Figueiredo Camara

 

Resumo:

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma patologia de elevada incidência e mortalidade em todo o mundo, é caracterizado por uma disfunção neurológica aguda, de origem vascular, de início relativamente súbito, com sinais focais ou, em algumas vezes, globais de alterações da função cerebral, com duração superior a 24 horas., hemorragia intracerebral e hemorragia subaracnóide. De acordo com informações contidas no Departamento de Informática do SUS (DATASUS) desde o início do cadastramento pelo Ministério da Saúde (MS) foram registrados 532.864 AVCs no Brasil, sendo que dentre os 11.617 cadastrados no Piauí (PI), 452 referem-se ao município de Picos. O tabagismo, altas taxas de colesterol e triglicérides, sedentarismo e doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias cardíacas são os principais fatores de risco. Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), o vento, a mucosidade, o fogo e a estase são os quatro fatores patogênicos do AVC, que podem aparecer em combinação e se apresentar com diversos graus de intensidade. A hemiplegia é consequência da obstrução dos canais por ação do vento e da mucosidade, a rigidez das articulações e a contração dos músculos indicam estase de sangue (Xue), sobre um fundo de deficiência de QI, Xue ou Yin. Após um golpe de vento é importante observar os desequilíbrios que causaram o primeiro episódio, podem estar ainda latentes, predispondo o paciente a futuras crises. O objetivo dessa pesquisa é de avaliar a eficácia da acupuntura aplicada em pacientes com sequelas pós-AVC.

 

Palavras-chave: Acidente vascular cerebral, acupuntura, tratamento na medicina chinesa.

 

 

Abstract

Cerebrovascular accident (CVA) is a disease with high incidence and mortality throughout the world, it is characterized by an acute neurologic dysfunction of vascular origin, relatively sudden onset, with focal signs or, sometimes global changes cerebral function lasting more than 24 hours., intracerebral hemorrhage and subarachnoid hemorrhage. According to information contained in the Department of SUS (DATASUS) since the beginning of registration by the Ministry of Health (MS) were recorded 532,864 strokes in Brazil, and from the 11,617 registered in Piauí (PI), 452 refer to the the city of Picos. Smoking, high levels of cholesterol and triglycerides, physical inactivity and cardiovascular diseases such as hypertension and cardiac arrhythmias are the main risk factors. In Traditional Chinese Medicine (TCM), wind, phlegm, fire and stasis are the four pathogenic factors of stroke, which may appear in combination and present with varying degrees of intensity. Hemiplegia is the consequence of clogging of channels by the action of wind and phlegm, the stiffness of joints and muscles contraction of the indicated blood stasis (Xue) on an IQ deficient background, Xue or Yin. After a gust of wind is important to note the imbalances that caused the first episode, they may still be latent, predisposing the patient to future crises. The objective of this research is to evaluate the effectiveness of acupuncture applied in patients with post-stroke sequelae.

Keywords: stroke, acupuncture treatment in Chinese medicine.

 

 

Introdução

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma patologia de elevada incidência e mortalidade em todo o mundo, é caracterizado por uma disfunção neurológica aguda, de origem vascular, de início relativamente súbito, com sinais focais ou, em algumas vezes, globais de alterações da função cerebral, com duração superior a 24 horas., hemorragia intracerebral e hemorragia subaracnóide (BEZERRA et al, 2014; PAVAN et al, 2015).

Os AVCs isquêmicos, que correspondem a 80-85% dos casos, são causados por fluxo sanguíneo insuficiente em parte ou em todo o cérebro, tendem a acarretar sequelas transitórias ou permanentes, tais como de saúde neurológica geral – prejuízos da função motora (paresias e plegias), sensitiva (parestesias) e do estado da consciência (coma) –, além de alterações neuropsicológicas, que podem ser cognitivas, comunicativas e/ou emocionais. Déficits cognitivos pós-AVC são muito frequentes e podem ter grande impacto no indivíduo e em sua família (PAVAN et al, 2015).

De acordo com informações contidas no Departamento de Informática do SUS (DATASUS) desde o início do cadastramento pelo Ministério da Saúde (MS) foram registrados 532.864 AVCs no Brasil, sendo que dentre os 11.617 cadastrados no Piauí (PI), 452 referem-se ao município de Picos (BRASIL, 2010a). Cabe ressaltar que estes dados, estatisticamente, não representam a realidade nacional, pois muitos casos acabam não sendo diagnosticados, tampouco cadastrados (DAMATA et al, 2016).

Os fatores de risco para o AVC podem ser considerados modificáveis (controlados com mudanças no estilo de vida ou medicamentos) ou não modificáveis. O tabagismo, altas taxas de colesterol e triglicérides, sedentarismo e doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmias cardíacas são os principais fatores de risco. Pessoas com pressão alta têm quatro a seis vezes mais chances de terem um episódio de AVC. Isso acontece por conta do enrijecimento dos vasos e aterosclerose, comuns em hipertensos, que pode levar à obstrução arterial. Os pacientes diabéticos também devem controlar as taxas de glicemia capilar e outros fatores de risco, pois o risco de isquemia é duas vezes maior se comparado ao de pessoas não diabéticas (SAMPAIO, 2012).

Foi realizada uma revisão descritiva em banco de dados do Scielo e Google acadêmico, assim como em Anais de Congresso, livros, teses e trabalhos de conclusão de curso, nas bibliografias disponíveis e atualizadas da língua portuguesa para material de pesquisa. Utilizaram-se as palavras chave: Acidente vascular cerebral, Acupuntura, Medicina Tradicional Chinesa. Foram incluídos artigos para estudo dos anos 2009 a 2016.

Quanto à sua etiologia, consideram-se a trombose, a hemorragia, a embolia e a isquemia cerebral transitória como as causas imediatas de um AVC agudo. Nos três primeiros casos produz-se uma área focal de hipoxia ou necrose celular, correspondente ao território irrigado pela artéria ou atingido pela hemorragia, podendo ser envolvida por uma zona de edema mais ou menos extensa.

Oliveira (2013) relata em seu trabalho que o diagnóstico precoce de um AVC tem importância fundamental no desfecho e no tratamento do paciente. Mais do que apenas suspeitar de um AVC, deve-se buscar classificá-lo quanto ao subtipo e reconhecer quando se trata de um AVC verdadeiro ou de uma situação que o está mimetizando. Algumas características clínicas podem levar a suspeitar de AVC; por exemplo, o início abrupto dos sintomas – característica mais comum na história de um paciente com AVC – da mesma forma que uma paresia focal, ou distúrbios na fala são os achados mais comuns no exame físico, nesses pacientes.

Há uma maior incidência de AVC em indivíduos do sexo masculino, nomeadamente em indivíduos na meia-idade. Contudo, a mortalidade por AVC é maior no sexo feminino devido, provavelmente porque o AVC, na mulher, ocorre em idades avançadas. Os fatores de risco para a ocorrência de AVC são: idade, tabagismo, diabetes, hipertensão arterial, comprometimentos cardíacos e consumo excessivo de álcool Quando não mata, o AVC deixa sequelas que podem ser leves e passageiras ou graves e incapacitantes. As mais frequentes são paralisias em partes do corpo e problemas de visão, memória, depressão e fala.  (RUA, 2012).

A afasia é uma desordem adquirida, caracterizada por danos ao nível das modalidades da linguagem. O distúrbio resulta, geralmente, de lesões nas áreas do cérebro relevantes para a linguagem, nos lobos frontal, parietal ou temporal e nas vias neuronais entre eles, resultando em dificuldade na produção ou na compreensão da linguagem falada ou escrita. Sendo uma ocorrência frequente, o acidente vascular cerebral (AVC) é uma das causas mais comuns das lesões das áreas da linguagem conducentes à afasia (ZHI, XUE, YUN, 2010).

A espasticidade é uma das manifestações clínicas do AVC, resultante da lesão do neurônio motor superior no sistema nervoso central. A espasticidade severa reduz a flexibilidade, ocasiona erros de postura e reduz a mobilidade funcional além de provocar dor articular, contratura e dificuldade de posicionamento para o conforto e a higiene (BARRETO et al, 2015).

Na visão da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), o acidente vascular cerebral enquadra-se na situação de “Golpe de Vento” que corresponde a quatro possíveis quadros na medicina ocidental: hemorragia cerebral, trombose cerebral, embolia cerebral e um espasmo de um vaso cerebral.

A patologia “Golpe de Vento” na medicina oriental é a causa de um desequilíbrio energético, que pode ser um desequilíbrio de Yin ou Yang, uma deficiência ou excesso de energia em um determinado órgão, ou um bloqueio energético.

Maciocia (2007) atribuiu à etiologia do golpe de vento há quatro grupos de condições fundamentais: excesso de trabalho, estresse emocional e atividade sexual excessiva, causadoras de deficiência de Yin do rim  e fígado  e ascensão do Yang do fígado  que especialmente nos idosos, pode gerar vento no fígado; alimentação irregular e esforço físico excessivo: grandes quantidades de alimentos doces, laticínios e frituras enfraquecem o baço e geram mucosidade (fator predisponente de obesidade), que pode se combinar ao fogo; repouso inadequado enfraquecem a essência do rim e gera deficiência da medula, que falha em nutrir o sangue (Xue) e eventualmente a quadros de estase (estagnação) do mesmo.

A hemiplegia resulta da ascensão que se combina com o fogo e invade os canais da parte superior do corpo, interrompendo o fluxo de QI e Xue. O mesmo pode ocorrer quando a turbulência e a obstrução são geradas pelo vento e a mucosidade. Outros elementos, como fleuma ou QI, raiva ou alegria apenas contribuem para variações do quadro clínico (NAKATA et al, 2014).

Em resumo, o vento, a mucosidade, o fogo e a estase são os quatro fatores patogênicos do AVC na MTC, que podem aparecer em combinação e se apresentar com diversos graus de intensidade. A hemiplegia é consequência da obstrução dos canais por ação do vento e da mucosidade, a rigidez das articulações e a contração dos músculos indicam estase de sangue (Xue), sobre um fundo de deficiência de QI, Xue ou Yin. Após um golpe de vento é importante observar os desequilíbrios que causaram o primeiro episódio, podem estar ainda latentes, predispondo o paciente a futuras crises (MORAIS e FERNANDES, 2015; NAKATA et al, 2014).

O objetivo dessa pesquisa é de avaliar a eficácia da acupuntura aplicada em pacientes com sequelas pós-AVC.

 

Acidente Vascular Cerebral (AVC)

Na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), o AVC é conhecido como Zhong Feng (lesão pelo vento). Historicamente a primeira descrição foi feita no Tratado de Medicina Interna do Imperador Amarelo (Huang Di Nei Jing) há 2.200 anos. A denominação do vento deriva-se da análise dos sintomas do AVC, que geralmente são de instalação súbita, de características variáveis e de evolução imprevisível, esses fatos são semelhantes aos fenômenos naturais causados pelo vento (MIN, 2009; MORAIS e FERNANDES, 2013).

Recente revisão sistemática e meta-analise da eficácia da Acupuntura, publicada em 2014, avaliou 24 revisões sistemáticas, onde 12,5% analisaram efeito terapêutico, 25% efeito na reabilitação e 62,5% relacionados como intervenção em alterações secundárias ao AVC (disfagia, depressão, soluços, incontinência, espasticidade, ombro congelado, afasia). Nas revisões que avaliaram sintomas sequelares do AVC, do tipo melhora na paresia, foi possível inferir melhores respostas no Index de Barthel, na melhora do tônus muscular e nos outros escores neurológicos, apesar da baixa qualidade dos ensaios incluídos. Demais sintomas foram avaliados em revisões isoladas, sendo que apenas na revisão sobre depressão e outra sobre soluço houve sugestão de superioridade (HOSHINO, 2014).

Para Ribeiro (2015), o Acidente Vascular Cerebral pode ser classificado em: ataque aos órgãos internos, levando a comprometimento do nível de consciência, e pode ser classificado em: tipo coma e tipo colapso; ataque aos meridianos e colaterais (Jung Luo). Estes são mais leves, representadas pela hemiplegia e paralisia facial.

Segundo Min (2009), o AVC é uma doença complexa e suas causas podem ser atribuídas a: enfraquecimento constitucional; fadiga por trabalho ou preocupação excessiva A desarmonia de Yin/Yang facilita movimentação e elevação das substâncias orgânicas ou patológicas, e essa elevação pode lesar o cérebro; produtos patológicos internos consequentes à alimentação inadequada; alterações emocionais – principalmente preocupação, ansiedade e irritabilidade, causando obstrução ou elevação súbita, lesando o cérebro.

Fragoso e Ferreira (2012) descrevem como padrão principal a hemiplegia, que provém de vento nos canais; vento do Fígado; Vento-Fleuma; Fleuma-Fogo; Umidade-Fleuma; Deficiência de QI e estase de sangue; Deficiência do Fígado e do Rim.

Segundo Frizzarin (2013) a deficiência de QI é o principal causador do AVC, ele é conhecido como Zhong Feng (lesão pelo vento ou golpe de vento), acontece de forma súbita, com características variáveis e de evolução imprevisível, estes fatores são muito semelhantes ao fenômeno causados pelo vento. Quando temos vento interior como causa, se estabelecem quadros mais graves, comprometendo níveis de consciência e geralmente apresentam sequelas. Uma das sequelas possíveis é a afasia.

Maciocia (2007) menciona que o coração controla a fala. O coração influencia a fala e sua relação se manifesta de formas diferentes. Uma condição de fogo no coração fará com que a pessoa fale em excesso, mas algumas vezes isso também pode ser causado pela deficiência do QI do coração. A invasão do pericárdio por calor pode resultar em afasia. Ele, o autor, enfatiza que o pericárdio “recebe o golpe” do coração e é afetado pelo calor exterior. Os padrões do calor do pericárdio causam obstrução da mente e delírio, febre alta, febre a noite, afasia, confusão mental e inconsciência.

 

Tratamento

Maciocia (2007), cita os seguintes pontos sistêmicos, recomendados para utilização no tratamento da afasia:

C5: acalma a mente, tonifica o QI do coração, beneficia a língua; Apresenta um efeito marcante sobre a língua, sendo o ponto de escolha para tratar afasia.

CS6: acalma a mente e o coração, promove o sono, abre o tórax e move o QI e o sangue.

R3: fortalece o cérebro e é extremamente importante para tonificar o rim em qualquer padrão de deficiência (Yin ou Yang), da essência do QI do rim.

BP6: fortalece o baço, tonifica o rim, nutre o sangue e o Yin, move e esfria o sangue, elimina a estase, acalma a mente.

VB39: nutre a medula, o cérebro e a medula óssea, pode-se dizer que seu uso regular em idosos ajuda a prevenir o acidente vascular cerebral, expele vento.

VG18: clareia e tranquiliza a mente.

VG20: extingue o vento interior, eleva o Yang, beneficia o cérebro e órgãos do sentido, eleva a mente.

IG18: ponto indicado nos casos de afasia, umedece a garganta, remove calor da garganta e tórax.

Wen (1985) escreveu que a apoplexia geralmente tem suas causas no fator vento-interior, no aumento do fator Fogo e na hipersecreção. Ocorrendo assim, hemiplegia, paraplegia, paralisias faciais e oculares, quedas, confusão, perda de linguagem, expectoração abundante, perda de consciência.

Junying, Wenquan, Yongping (1996) descreveram o AVC como uma condição aguda e dividiram os pontos principais de acordo com as manifestações clínicas.

– síndrome espástica: VG26, VG20, R1, F3, CS8, P11, C9, CS9, IG1, TA1, ID1.

– síndrome flácida: VC4, VC8

– paralisia dos membros superiores: IG15, TA14, IG11, IG10, TA5, IG4

– paralisia dos membros inferiores: VB30, VB31, VB34, E36, E41, B40, BP6, BP9, B60

– paralisia facial: E4, E6, VB14, B2, IG20, E7, IG4, E44

–  afasia: VC23, VG15, C5

– disfagia: VC23, IG18, VB20, IG4

Auteroche e Navailh (1992) descreveram que a agitação interna do Fígado causa todos os tremores, espasmos, convulsões, vertigens, que aparecem durante a evolução de uma doença, chamando de Vento do Fígado. As três síndromes mais comuns são: Yang do Fígado torna-se vento; o Fogo em seu acme produz vento e o vazio do sangue origina o vento.  O AVC está relacionado ao Yang do Fígado tornando-se vento, pois há perda do equilíbrio, dificuldade de elocução, desvio da boca e dos olhos, hemiplegia. Acontece porque o Yin do fígado e dos rins estão completamente esgotados, o Yang está mais forte e produz vento. Conduta: alimentar o Yin, acalmar o fígado e suprimir o vento. Pontos sugeridos: VB20, IG11, BP6, R3.

Ross (2003) trata a hemiplegia com pontos para espasmo muscular ou atrofia muscular decorrente do AVC, usados no lado afetado. Os pontos combinados são: VB21, IG15, TA14, PC2, IG11, TA5, IG10, PC7, IG4, ID3, VB30, E32, B40, E36, VB34, B57, VB39, E41, F4, BP5. Na paralisia facial, Ross indica IG4 e E44 como pontos distais e sedados dos dois lados e VG26, VC24, E5, E6, ID18, IG20, VB14 e B2 usados como método de tonificação e moxaterapia no lado afetado. Para a afasia, VC23, TA1 e C5 usados como método de harmonização.

Zhi, Xue e Yun (2010) fizeram um estudo, onde estiveram envolvidos 75 pacientes com enfarte cerebral agudo, 45 dos quais manifestando variados tipo de afasia. Os sujeitos foram divididos em três grupos, tendo cada grupo recebido, respectivamente, acupuntura, VNRT (agente farmacológico não definido) e vitamina B. Foram considerados curados (desaparecimento da hemiplegia e da afasia) ou com melhoria significativa (melhorias evidentes na hemiplegia e na afasia) 73% dos indivíduos do grupo de acupuntura, 70% do grupo VNRT e 33% do grupo vitamina B. Trataram a afasia com os pontos mais frequentemente utilizados: 23VC, 20PC à esquerda, 20PC à direita, 5C, 20VB, PC6, 20VG, Zonas da linguagem nºs 1, 2 e 3, 15VG

 

Considerações finais

 

A grande maioria das pesquisas que buscam avaliar a eficácia ou não da acupuntura tem se mostrado a favor da mesma. Estes resultados levaram a Organização Mundial de Saúde a reconhecer a eficácia da acupuntura no tratamento de várias patologias, tanto agudas como crônicas.

Na medicina tradicional chinesa reforçar a função cerebral envolve além de trabalhar com pontos específicos do cérebro também trabalhar a essência do Rim, nutrir o sangue do coração e a tonificação da medula ,quando na harmonização do Shen se consegue maior relaxamento,menos estresse, melhor qualidade do sono também se afeta diretamente o melhor rendimento geral dos zang fu.

Após um golpe de vento é importante observar os desequilíbrios que causaram o primeiro episódio, podem estar ainda latentes, predispondo o paciente a futuras crises.

A acupuntura tem resultados excelentes e é primordial para o tratamento do AVC, visto que a medicina ocidental ainda não possui nenhum tratamento com eficácia comprovada.

 

 

Referências Bibliográficas

 

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